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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta segunda-feira 28, que não irá cumprimentar o presidente eleito da Argentina, Alberto Fernández, quebrando assim uma tradição diplomática entre os países vizinhos. “Não vou cumprimentar. Mas não vamos nos indispor. Ele vai assumir, vai tomar pé do que está acontecendo e vamos ver como vai se comportar”, disse o presidente.

O pesselista, que está em Abu Dhabi para um giro do Brasil pela Ásia e Oriente Médio, lamentou a derrota do candidato liberal e atual ocupante do cargo, Maurício Macri. “Eu lamento. Não tenho bola de cristal, mas acho que os argentinos escolheram mal”, afirmou.

O advogado de 60 anos, que tem como vice a ex-presidente Cristina Kirchner, assumirá em 10 de dezembro a Presidência de um país com 44 milhões de habitantes e que está mergulhado em uma grave crise econômica.

Mercosul

Como Brasil e Argentina sempre tiveram uma relação harmoniosa e muitos acordos comerciais, os presidentes das duas nações sempre foram os primeiros a parabenizar os vencedores das eleições de cada país. Essa indisposição coloca em alerta uma possível crise no Mercosul.

Fernandez, quando esteve no Brasil para visitar o ex-presidente Lula em Curitiba, em julho deste ano, afirmou que se eleito sairia do Mercosul por conta de Bolsonaro. E o ministro da economia, Paulo Guedes, seguiu o caminho do peronista a afirmou que, se Macri perdesse, Brasil também deixaria o acordo comercial.

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Bolsonaro, porém, acredita que tudo segue como está no bloco econômico latino-americano, mas admitiu a possibilidade de retirar a Argentina do Mercosul caso empresas retirem capital do país.

Lula Livre

O presidente brasileiro também comentou a foto que Fernandéz postou em suas redes sociais protestando pela liberdade do ex-presidente Lula. “O primeiro ato do Fernández foi Lula Livre , dizendo que ele está preso injustamente. Já disse a que veio, sem contar que tem gente de esquerda lá”, afirmou o presidente.

Em seu discurso da vitória, Fernández voltou a mencionar Lula, “um homem injustamente preso”, e pediu de novo “Lula livre”, sob aplausos da multidão.

 

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