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Proposta, no entanto, encontrou dificuldades no Ministério da Economia, que não é favorável aos subsídios para o setor

O presidente Jair Bolsonaro parece disposto a contrariar sua equipe econômica para garantir o apoio de uma importante base eleitoral: a dos evangélicos. De acordo com uma reportagem do jornal

O Estado de S. Paulo

divulgada nesta sexta-feira 10, Bolsonaro quer subsidiar a conta de energia elétrica de grandes templos religiosos.

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O processo, segundo a reportagem, já passou pelo Ministério de Minas e Energia, que elaborou uma minuta de decreto presidencial para análise. No entanto, quando chegou no Ministério da Economia, o projeto enfrentou resistência.

O governo quer tarifas as igrejas com um valor mais barato nos horários “mais caros”, ou seja, no período noturno. A maior parte dos cultos e demais celebrações religiosas dos templos ocorre no período noturno. Quem custearia a diferença entre os valores, no entanto, seria a população no geral. Os estudos acerca dos valores ainda não foram divulgados.

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A medida deve enfrentar dificuldades ao passar pelo Ministério da Economia, já que os subsídios vão no sentido contrário de políticas de austeridade adotadas por Paulo Guedes. Isso porque o setor energético é considerado estratégico para atrair investimentos, e mais insumos em cima das contas poderiam afastar os investidores.

O tópico, inclusive, já estaria na mira do Tribunal de Contas da União (TCU), e integrantes do governo poderiam ser multados caso o projeto seja apresentado via decreto, conforme as intenções do presidente. Ainda sob análise e silêncio por parte do governo, o projeto segue como uma primeira possibilidade de enfrentamento entre Bolsonaro e Guedes em 2020.

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