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Dezessete ativistas do Greenpeace, uma organização não-governamental internacional, foram apreendidos nesta quarta-feira 23 após mobilizarem protesto contra o vazamento de petróleo que atinge as praias do litoral nordestino.

Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, os manifestantes foram levados à delegacia por terem cometido crime ambiental ao jogarem no asfalto em frente ao Palácio do Planalto uma mistura de água, maisena e corante. Além do “óleo”, também havia madeira “queimada” para simbolizar as ações criticadas do governo federal em relação à crise na Amazônia.

“Os manifestantes foram encaminhados à 5ª DP e poderão responder pela Lei 9.0605/98, a qual dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente”, informou a PM em nota.

Após ficarem detidos por três horas, os manifestantes foram liberados e, de acordo com o Greenpeace, não houve nenhuma incidência penal no caso.

Os ativistas exibiam faixas como “um governo contra o meio ambiente”, “Brasil manchado de óleo” e “Pátria queimada, Brasil” para chamarem a atenção ao estado das políticas ambientais do atual governo.

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“Mais uma vez, o governo mente e espalha falácias sobre a atuação de ONGs, como vimos nas queimadas na Amazônia, como forma de desviar a atenção da sua própria falta de ação e incompetência”, afirmou Thiago Almeida, integrante da ONG.

O ministro do Meio-Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente em exercício Hamilton Mourão ironizaram a presença dos ativistas. “Não bastasse não ajudar na limpeza do petróleo venezuelano nas praias do Nordeste, os ecoterroristas ainda depredam patrimônio público.”, escreveu Salles. Depois, foi desmentido novamente pelo Greenpeace, que apontou a presença de voluntários do movimento nas praias atingidas desde o início de setembro.

De acordo com a Marinha, já foram recolhidas mais de 900 toneladas de resíduos em cerca de 200 localidades da costa nordestina. Apenas nessa semana que o Exército foi mobilizado para ajudar a Marinha, o Ibama, a Petrobras e as redes de voluntariado na limpeza das praias.

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