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A crise no PSL, o partido do presidente Jair Bolsonaro, parece estar longe do fim. Nesta quina-feira 17 o clima esquentou entre a líder do governo no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL-SP), o assessor especial da presidência da República, Filipe Martins, e o deputado estadual de São Paulo, Douglas Garcia (PSL-SP).

 

Tudo começou na madrugada desta quinta-feira, quando Martins postou em seu Twitter o título de um livro que diz: “Uma escolha, não um eco”. A obra foi escrita em 1964 e criou espaço dentro do Partido Republicano americano para o moderno movimento conservador. O livro da escritora conservadora Phyllis Schlafly detalha como a ala liberal do partido manipulou a escolha de candidatos em convenções nacionais anteriores.

Joice entendeu o tweet como uma crítica a ela e resolveu responder a Filipe: “El macho man… macho, macho man”. E o assessor então retrucou a deputada com uma foto do personagem Pica-pau fazendo sinal de loucura.

Não satisfeita, Joice foi até seu Twitter e postou uma indireta para Filipe, dizendo que o integrante do governo seria um gay enrustido dentro do armário. “Os – viados – que se escondem no conservadorismo, fazem pinta de machões escondidos em suas pseudos canetas e ficam mandando indiretas como se fosse “machos” não merecem meu respeito”, disse a deputada.

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Filipe não respondeu Joice, mas o deputado federal de São Paulo, Douglas Garcia, que se assumiu gay este ano após uma briga com a deputada Erica Malunguinho, se sentiu ofendido e resolveu entrar na briga. Em resposta à pesselista, o parlamentar respondeu: “Agora o Congresso tem uma parlamentar que se preocupa com a saída do armário alheia. Basicamente ela disse que só os “viados” assumidos podem ser machos, os discretos não. Vejam só: mais de um milhão de votos para ser fiscal da vida íntima dos outros.”

A deputada, então, resolveu responder o integrante de seu partido atacando sua sexualidade: “Sentiu o baque, mona?”. Douglas respondeu dizendo que iria processar a deputada e disse que ela era “maior que isso, literalmente”, possivelmente fazendo referência ao típico físico da parlamentar.

Crise no PSL

A crise entre Bolsonaro e o comando do PSL se acentuou na semana passada, quando o presidente orientou um apoiador a esquecer Bivar que, na opinião dele, está “queimado”. Bivar disse que a fala era “terminal” na relação entre Bolsonaro e o partido, ao qual o presidente é filiado.

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