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Henrique Vieira vai contra o conservadorismo cristão e prega o amor e a aceitação acima de qualquer coisa

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.” Já em sua campanha residencial, o ex-capitão Jair Bolsonaro mostrava sua linha. Quase tudo “em nome de Jesus”. Muitos religiosos o seguiram no discurso. Foto com arminha dentro de igreja e manifestações de ódio contra LGBTs, mulheres e negros foi algo que veio, com cerca naturalidade, na sequência.

Assim caminha o Brasil, em um casamento da religião cega com o conservadorismo. E dessa união nefasta surgem também vozes potentes e esclarecidas. De resistência. Como a do pastor carioca Henrique Vieira. O evangélico, que é líder da Igreja Batista do Caminho, rema contra a maré atual e defende uma igreja progressista e aliada aos direitos humanos.

Para o pastor, o slogan de Bolsonaro é uma expressão fascista. É a projeção do presidente sobre Deus. “Ele usa essa expressão para esconder uma sede de poder e arrogância. Deus está ao lado do povo e não acima”, afirma Henrique.

O pastor, que falou com exclusividade a CartaCapital, defende o direito das minorias e prega que igreja seja um local de aceitação. “Precisamos perceber o grito de Deus nos rostos daqueles que sofrem. Fico imaginando Jesus olhando para essas pessoas e falando: eles não entenderam nada.”

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