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Cineasta que concorre ao prêmio por ‘Democracia em Vertigem’ alertou sobre perigo da ‘epidemia da extrema direita’

A cineasta Petra Costa comentou em suas redes sociais, nesta segunda-feira 13, sobre a indicação ao Oscar que recebeu na categoria de Melhor Documentário, por “Democracia em Vertigem”. Lançado pela plataforma de streaming Netflix em junho de 2019, o filme mostra o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Há imagens também dos protestos de junho de 2013 e da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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A documentarista manifestou entusiasmo e protestou contra o que chamou de “epidemia da extrema direita” no país. “Estamos extasiados pela Academia ter reconhecido a urgência de #DemocraciaEmVertigem. Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Viva o cinema brasileiro!”, escreveu a cineasta.

A indicação recebeu críticas no meio político. Segundo informou a colunista Monica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, o secretário Especial de Cultura do governo, Roberto Alvim, afirmou que “se fosse na categoria ficção, estaria correta a indicação”. Em publicação no Twitter, a conta oficial do PSDB deu parabéns a Petra “pela indicação de melhor ficção e fantasia por Democracia em Vertigem”.

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O filme concorre com os documentários “Indústria Americana”, “The Cave”, “For Sama” e “Honeyland”. É a primeira indicação de Petra ao Oscar. Ela também dirigiu “Elena” (2012), premiado na Polônia, e “Olmo e a Gaivota” (2014), vencedor em festival na Suíça e no Festival do Rio.

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