Diário do Centro do Mundo

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Fachada da sede da Petrobras no Rio de Janeiro (Foto: Agência Petrobras / Stéferson Faria)

PUBLICADO ORIGINALMENTE NO TWITTER DE HILDEGARD ANGEL

“O próximo 06 de novembro tem tudo para ser o dia mais triste da História recente do Brasil. Mais que o impeachment de Dilma, mais que a prisão de Lula, mais que o golpe de Temer, mais que a eleição do fascista (se bem que é difícil existir algo mais triste).

Mesmo pq todos esses dias aconteceram para que se chegasse ao que vem aí dia 6: o Mega Leilão do Pre-sal, o “excedente da cessão onerosa”, isto é, todo o excedente das reservas de petróleo encontradas, que a Petrobrás não previu qdo investiu em perfurar os poços em profundidade.

A Petrobrás esperava encontrar uma quantidade, mas encontrou três vezes mais. São esses dois terços a mais que serão entregues para o capital inter e transnacional. Um patrimônio estimado em mais de um trilhão de reais.

Os tais royalties de que por anos tanto se falou no Brasil e cuja destinação de “mais emprego, saúde e educação” era pauta fundamental dos protestos de 2013. Mas, como na canção de Rita Lee, “tudo virou bosta”. Socializado hoje só o óleo cru espalhado pelo litoral nordestino.

[...]

Mas o mais bizarro disso tudo é que todo esse petróleo excedente será explorado agora sem a parceria da Petrobrás, desde que durante o golpe o Congresso aprovou a proposta de Serra de extinguir o sistema de partilha criado no governo Lula (coisa das mais geniais dos governos PT).

Ou seja, a Petrobrás investiu sozinha no desenvolvimento da caríssima e especialíssima tecnologia de extração do pre-sal. Mas daqui em diante nem parceira será mais, perdendo o controle não só do crudo, mas da própria tecnologia desenvolvida pelo Brasil a um custo altíssimo.

Dia 6, o futuro do Brasil será literalmente entregue e o país velado, cremado e sepultado. Ou o povo (esquerda, centro, direita) se une enquanto é tempo e para o país em greve geral e nas ruas, ou assinaremos embaixo do maior suicídio já visto de uma quase-nação.”

Por Antônio Lisboa

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