GGN / Luis Nassif

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Jornal GGN – Jair Bolsonaro foi orientado pelos militares do próprio governo a adotar uma posição de “neutralidade” no conflito gerado após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani pelos Estados Unidos. Mas o presidente brasileiro decidiu dar de ombros e seguiu as recomendações do chanceler Ernesto Araújo e do assessor Felipe Martins, ambos submetidos  às pressões de Washington e de Israel contra o Irã.

Segundo a Folha deste sábado (4), o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, “se reuniu em duas ocasiões com Bolsonaro nesta sexta e pediu que o Brasil mantivesse uma posição de neutralidade no conflito.”

Na avaliação dos militares, “o Brasil não ganha nada em se alinhar aos Estados Unidos na crise no Oriente Médio.” Mesma que as chances de um ataque terrorista em solo tupiniquim sejam pequenas, há riscos comerciais caso as relações como Irã sejam afetadas.

“Esse dado, e o fato de o Brasil ser um grande exportador de produtos como milho, soja e carne para o Irã, fez com que o Ministério da Agricultura também defendesse comedimento na posição adotada pelo Palácio do Planalto.”

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Mas no mesmo dia em que encontrou Heleno, Bolsonaro declarou ao jornalista José Luiz Datena que a ação dos EUA contra o general iraniano se justifica no contexto da luta contra o terrorismo, que é apoiada pelo Brasil.

Além disso, o Itamaraty emitiu uma nota convocando a comunidade internacional a apoiar a agenda norte-americana contra o Irã, e repreendendo apenas os ataques sofridos por diplomatas dos Estados Unidos em Bagdá.

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