GGN / Luis Nassif

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Jornal GGN – Sem possuir provas, porque elas ainda dependem de perícia técnica, o delegado Dante Pegoraro inseriu no relatório de indiciamento do ex-presidente Lula a informação, agora espalhada pela grande mídia, de que há “suspeita” de “superfaturamento” em contratos do Instituto Lula com empresas do filho do petista.

A “suspeita” é de que duas empresas que pertencem a Lulinha e Marcos Cláudio, ex-vereador de São Bernardo do Campo, teriam sido contratadas e, depois, subcontrataram outras empresas, por valor menor, para executar os serviços de fato.

Por duas vezes, ao tratar de cada uma das empresas, o jornal O Globo observou que o próprio delegado admite que não tem provas das “suspeitas” que divulga na mídia, porque as perícias precisariam ser solicitadas pelo Ministério Público, que ainda vai analisar o indiciamento.

Mas na narrativa construída por Pegoraro, a empresa de Lulinha, a G4 Entretenimento, recebeu R$ 1,3 milhão para executar alguns serviços, que incluem “criação de um novo site, Memorial da Democracia, arquivo público do ex-presidente Lula e um portal de políticas públicas.”

Porém, a Polícia Federal acha que outra empresa, a GKR, supostamente teria gerenciado “os mesmos trabalhos para o Instituto Lula”, por R$ 74 mil.

“O delegado, no entanto, afirma que essa afirmação não é possível sem a realização de uma perícia pormenorizada de todos os aspectos dos trabalhos realizados, seu volume e o tempo requeridos. A perícia só será realizada caso o Ministério Público Federal acredite que ela seja necessária”, escreveu O Globo.

À reportagem o advogado de Lulinha, Fábio Tofic Simantob, afirmou que o “Instituto Lula e a G4 são entidades privadas. A PF, com todo respeito, não tem poder para palpitar nos preços contratados por eles, e muito menos para dizer se estão abaixo ou acima do mercado.”

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Ainda assim, o delegado levantou suspeita sobre uma segunda empresa, de Marcos Cláudio Lula da Silva, a FlexBR, que teria recebido cerca de R$ 106 mil diretamente do Instituto Lula.

“Contudo, após busca e apreensão no Instituto, foi obtido um documento sobre o serviço de ‘digitalização de imagens’ com planilha de valores pagos à FlexBR no valor de R$ 435 mil.”

Entre 2014 e 2015, o Instituto Lula repassou R$ 1,2 milhão para a fundação mantenedora da TVT, que, por sua vez, repassou R$ 405 mil para a FlexBR.

“Segundo o delegado Dante Pegoraro Lemos, há a suspeita que a Fundação e a FlexBR tenham sido contratadas para fazer o mesmo serviço.”

Outra constatação que não poderia ser feita sem “a realização de perícia pormenorizada sobre todos os aspectos dos trabalhos realizados, seu volume, complexidade e tempo requeridos.”

Os filhos de Lula não foram indiciados, mas o ex-presidente, Antonio Palocci, Marcelo Odebrecht e Paulo Okamotto, sim. A PF criminaliza a doação oficial de R$ 4 milhões da empreiteira para o Instituto.

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