GGN / Luis Nassif

Clique para compartilhar o link do texto original

Ministério Público do RJ escancara nova falha no caso Marielle

Laudo divulgado pela promotoria não avaliou a gravação original do condomínio; documento foi preparado especialmente para entrevista coletiva

Jornal GGN – A apuração do caso Marielle Franco e Anderson Gomes tem sido marcada por uma série de falhas e desencontros, e o laudo divulgado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro deixou os erros do processo ainda mais claros.

Segundo informações divulgadas pelo jornal El País, o documento que foi anexado aos autos do caso Marielle/Anderson revela que a Promotoria não considerou a possibilidade de adulteração dos arquivos de áudio que tratam da entrada de visitantes no condomínio do presidente Jair Bolsonaro e do ex-policial Ronnie Lessa, acusado de ser o atirador que matou a vereadora.

[...]

E foi justamente com base em tais gravações que as promotoras do caso afirmaram, na última quarta-feira, que um dos porteiros mentiu em depoimento ao afirmar que o ex-policial Élcio Queiroz, preso acusado de envolvimento no crime, solicitou autorização na portaria para visitar a casa de Bolsonaro no dia do assassinato de Marielle, em 14 de março de 2018, antes de se dirigir à casa de Ronnie Lessa. O porteiro declarou ter conversado com “seu Jair” sobre o desvio de destino de Queiroz.

Em entrevista coletiva, a promotora Simone Síbilio, uma das responsáveis pela investigação, disse que o porteiro mentiu e que sua versão não condizia com a prova técnica do caso, e que não foi identificada “nenhuma fraude” na gravação periciada pelos técnicos da promotoria nos quesitos investigados.

Contudo, as declarações realizadas pelo funcionário coincidem com as anotações feitas por ele em uma planilha manuscrita de controle de visitantes, mas não com os áudios da guarita de segurança que estão com os investigadores. Na ocasião, o então deputado Jair Bolsonaro estava em Brasília.

O laudo recebido por diversos veículos de imprensa nesta quinta-feira também indica que a exclusão de arquivos de áudio no dia do assassinato não foi considerada na análise, e que os peritos da promotoria não consultaram o equipamento do condomínio.

Assim, eles não poderiam apurar se houve inserção de arquivos com data e hora forjada ou se houve exclusão de arquivos – e uma perícia incompleta não permitiria concluir se não houve nenhum contato do porteiro com Bolsonaro ou com alguém na casa dele.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

Leia o texto completo em GGN / Luis Nassif