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Ilustração: Paulo Kalvo

Uma confusão generalizada tomou conta, essa semana, da bancada do PSL na Câmara e no Senado. Foi originada a partir de uma declaração do presidente Jair Bolsonaro, para quem o presidente da legenda, deputado federal Luciano Bivar (PSL/PE), estaria “queimado pra caramba”.

À tal declaração, sucedida de respostas abusadas, se seguiu uma tentativa infrutífera de destituição do líder da sigla na Câmara dos Deputados, deputado federal Delegado Waldir (PSL/SP).

A partir daí, adveio o festival de ataques e acusações que partiram, de um lado, dos membros da bancada leais a Luciano Bivar e, de outro, dos deputados integrantes da ala bolsonarista da legenda. Algumas declarações chamam a atenção pela crueza com que os parlamentares trataram de assuntos intestinais da agremiação:

[...]

O deputado Delegado Waldir, após a tentativa frustrada do presidente Bolsonaro de lhe destituir da liderança do partido, teria dito que “implodiria o Presidente”. Segundo o próprio, ele seria possuidor de “áudios comprometedores” capazes de provocar o impeachment de Bolsonaro. Ainda segundo Waldir, Bolsonaro estaria “comprando” deputados para colocar o seu filho Eduardo na liderança do partido: “Eu sou o cara mais fiel a esse vagabundo”, arrematou um magoadíssimo Waldir.

A deputada Joice Hasselmann (PSL/SP), líder do governo Bolsonaro no Congresso, após ter sido destituída da função, por sua vez, afirmou que “sabe o que o presidente e os filhos fizeram no verão passado”. Teria dito, ainda, que “estava cansada de fazer discursos para consertar as trapalhadas desse governo”.

O líder do PSL no Senado, senador Major Olímpio (PSL/SP), afirmou, com todas as letras, que “se houvesse três embaixadas para que os três filhos do presidente saíssem do país, isso melhoraria, e muito, o governo”.

Como parte do desfecho dessa verdadeira arruaça partidária, o comando do PSL suspendeu cinco deputados ligados a Bolsonaro e retirou dois dos “príncipes regentes” do comando da sigla, respectivamente, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A “balbúrdia” deve prosseguir durante a próxima semana. Independente do desfecho, algumas perguntas pairam no ar: é esse o pessoal que, se dizia, vai acabar com a corrupção no Brasil? Afinal, o que eles fizeram no verão passado? Que áudio comprometedor é esse que seria capaz de derrubar o presidente? Os cidadãos verdadeiramente de bem (que não se confundem com os falsos cristãos hipócritas, defensores do bolsonarismo escroto) estão ansiosos para saber as respostas…

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