Mídia Ninja

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Reprodução / Instagram Eliud Kipchoge

Minha coluna aqui na Mídia NINJA é semanal, sempre aos domingos. Vou escrevendo durante a semana, a medida em que as ideias vão surgindo, sem prejuízo de minhas responsabilidades e atribuições parlamentares.

Escrevo nas hora vagas: de manhã bem cedo, no intervalo do almoço ou ao final do dia, à noite, depois que as crianças já foram dormir. A medida em que os textos vão ficando prontos, vou organizando uma “fila”. No sábado à noite ou no domingo de manhã, envio para a editoria do portal aquele texto que, dentre as opções, me parece mais oportuno.

Essa semana havia 3 artigos prontos para publicar. Poderia ter escolhido enviar qualquer um deles. Eis que, na madrugada de sábado, surge um acontecimento, um verdadeiro feito histórico: o maratonista queniano Eliud Kipchoge concluiu, com êxito, a segunda edição do desafio “Breaking 2”, organizado por um patrocinador para que ele pudesse correr a maratona em um intervalo de tempo inferior a duas horas.

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Kipchoge tornou-se, assim, o primeiro ser humano em toda a história a correr 42,195 km em menos de 120 minutos. Um feito incrível para a raça humana, realizado por um atleta negro de um país considerado subdesenvolvido.

Kipchoge já figurava no seleto panteão de 26 atletas de 15 países diferentes a subir no mais alto degrau do pódio olímpico em maratonas. Além disso, também já figurava no ainda mais seleto grupo dos maiores corredores (meio-fundistas e fundistas) do mundo de todos os tempos, ao lado de Emil Zatopek, Abebe Bikila, Paavo Nurmi, Frank Shorter, Sebastian Coe, Paul Tergat, Hicham EL-Guerrouj, Kenenisa Bekele e Hale Gebresselassie, dentre outros.

Me emociono todas as vezes em que um atleta quebra um recorde. Como amante do esporte – em especial do atletismo – e como corredor de rua amador, significa muito, pra mim, testemunhar a superação dos limites do corpo e da mente humanas. Tais façanhas sempre me tocam o coração.

Na surpreendente chegada da Kipchoge, quando os seus pacers (os coelhos) desaceleraram para que ele pudesse dar o sprint final, com a multidão o aplaudindo e o povo de sua cidade natal, no Quênia, comemorando, em tempo real, como se o país houvesse ganhado uma Copa do Mundo, não contive a emoção. Simplesmente, incrível.

Com essa façanha, Kipchoge escreve, em definitivo, o seu nome na história das maratonas, do atletismo, dos esportes em geral e da raça humana. Parabéns, cara! E muito obrigado por servir de inspiração para milhões de atletas, profissionais e amadores, ao redor de todo o mundo.

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