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A má notícia é que as exportações de derivados estão estagnadas há vinte anos; o que tem crescido muito são as exportações de petróleo cru. Como as cotações internacionais do barril de petróleo, no entanto, estão boas, as receitas de exportação tanto do cru como dos derivados registraram forte alta.

Nos últimos 12 meses, a balança comercial brasileira do petróleo, considerando tanto o óleo cru como os derivados, registrou a sua melhor performance histórica, atingindo a marca positiva de US$ 12,0 bilhões de dólares.

De outubro de 2018 a setembro de 2019, o Brasil exportou o equivalente a US$ 30,4 bilhões em petróleo, e importou, no mesmo período, US$ 18,4 bilhões. Tanto a exportação como a importação foram recordes, mas a exportação aumentou 25,6% sobre o ano anterior, ao passo que a importação cresceu apenas 10%.

Até 2016, o Brasil mantinha, desde que passou a usar combustíveis feitos a partir do petróleo, em meados do século XIX, déficits crescentes na sua balança comercial, o que tornava o país extremamente dependente de fornecedores externos.

Hoje não mais.

Não apenas agora o Brasil tem superávits crescentes como o petróleo já se tornou o nosso principal produto de exportação, desbancando até mesmo a toda poderosa soja.

Nos últimos tempos, ao analisar o comércio exterior do nosso petróleo, eu andava enxergando apenas o copo meio vazio, pois estava impressionado com a escalada das nossas importações de derivados de petróleo, em meio à crise.

Essa escalada ainda é notável: nos últimos 12 meses, o Brasil importou US$ 13,3 bilhões em derivados. É mais do que gastamos do que com qualquer outra coisa.

Se você atentar para o fato de que a maior parte dos derivados importados têm vindo do mesmo destino, Estados Unidos, é um fato que merece muita atenção, por suas implicações geopolíticas.

[...]

Infelizmente, a maior parte da nossa exportação de petróleo ainda é na forma bruta, sem processamento, com pouco valor agregado.

Do ponto de vista dos derivados, e olhando as quantidades importadas (e não seus valores, muito inchados por causa das cotações em alta do produto), a nossa exportação, todavia, permanece estagnada há vinte anos, embora oscilando muito ano a ano, e obtendo máximas de 8 a 9 milhões de toneladas. Este ano, a exportação brasileira de derivados deve ultrapassar a marca de 10 milhões de toneladas, um recorde histórico, mas não muito distante da exportação de 9,6 milhões de toneladas de derivados exportadas em 2006.

A exportação brasileira de petróleo cru, no acumulado dos últimos 12 meses até setembro, gerou US$ 24,7 bilhões, alta de 15% sobre o período anterior, ao passo que a de derivados subiu 107%, gerando US$ 5,76 bilhões.

Há somente quatro anos, em 2016/17, a receita da exportação brasileira total de petróleo (cru e refinado), em função das cotações internacionais menores do barril, além da quantidade menor exportada, foi quase três vezes menor, de US$ 10,7 bilhões.

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