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Morreu nesta quinta (19/12) Alba Zaluar, autora de A máquina e a revolta e intelectual que enfrentou com coragem rara os discursos violentos que deram no que deram.Alba foi ameaçada por conta do que escrevia publicamente. Não se curvava e mantinha-se no combate de ideias.Tenho certeza que aquilo que escrevia semanalmente influenciou tantas pesquisas e enfrentamentos ao desrespeito aos direitos humanos quanto o seu trabalho na academia.Nos últimos anos, discordei frequentemente de Alba, e ousei eventualmente manifestar essas discordâncias políticas.FORTALEÇA O JORNALISMO INDEPENDENTE: ASSINE OPERA MUNDIO que quer que tenha sido, não mudou essa imagem positiva que tenho dela: a da intelectual progressista, atenta e pública. Alba fazia sociologia e antropologia públicas, aberta democraticamente ao debate com a sociedade.A antropóloga Alba Zaluar morreu na última quinta-feira (19/12)Depois de anos na vanguarda da defesa dos direitos humanos para além da classe média, me parece que o campo que ela no Rio representou tão bem quanto o NEV o fez em São Paulo vive um impasse: o projeto de reforma que defendiam foi derrotado, justamente por aqueles com que eram alvo de críticas honestas e propositivas.A coluna que reproduzo abaixo dela, de 2007, representa bem essa essa constatação de derrota: talvez por ter sido escrita durante os anos Lula, ela até explique parcialmente o antipetismo militante de Alba nos últimos anos.Não sei apontar uma saída tanto intelectual quanto política para o problema da violência, uma vez que não sou especialista na área, que acompanho como jornalista e cidadão.Acho no entanto que é preciso compreender o que há de estritamente político e histórico na questão. Retomando um modo de falar antigo, diria que a análise sincrônica da violência, que parecia funcional para um debate com os setores que se queria reformar (polícia e justiça), se mostra, no momento, absolutamente ineficaz, e vivemos a angústia do bloqueio à pauta com as mais variadas falácias.Para superar esse muro de incompreensões, talvez a gente tenha de recorrer a velhos métodos. Se me inspirar, falo disso outro dia. Compartilho, por enquanto, o texto da Alba.

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