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Os candidatos de oposição a Evo Morales afirmaram nesta quinta-feira (24/10) que não irão reconhecer o resultado da eleição boliviana caso não haja segundo turno e chamaram "mobilizações pacíficas" por todo o pais.A reunião entre os opositores, liderados pelo candidato Carlos Mesa, aconteceu após uma nova rodada de resultados da apuração mostrar que a vitória de Morales no primeiro turno tornou-se bastante provável – e o próprio presidente já comemora a reeleição. O grupo, que se intitula “Coordenadoria de Defesa da Democracia”, diz “exigir a convocação imediata do segundo turno eleitoral, administrado de maneira idônea, independente e imparcial”.Com 99,16% das urnas apuradas, Morales aparece com 46,96% dos votos, contra 36,59% de Mesa, uma diferença de 10,37 pontos percentuais, segundo dados do TSE (Tribunal Supremo Eleitoral), que também afirma que cerca de 636 mil votos separam os dois candidatos. Mais cedo, por volta das 11h (horário de Brasília), a diferença era de 10,13. FORTALEÇA O JORNALISMO INDEPENDENTE: ASSINE OPERA MUNDINa Bolívia, não é necessário obter 50% + 1 dos votos para se vencer no primeiro turno. Se o líder obtiver mais de 40% e tiver uma diferença de ao menos dez pontos percentuais em relação ao segundo colocado, a eleição termina.O movimento dos oposicionistas vai ao encontro do que pediu a OEA (Organização dos Estados Americanos), que, mesmo sob críticas até do México, sugeriu que fosse realizado um segundo turno mesmo que não se precisasse.

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