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Depois de dizer categoricamente que não iria ceder, o presidente do Equador, Lenín Moreno, recuou neste domingo (13/10) e anunciou a revogação do decreto 883, que retirava o subsídio aos combustíveis no país, provocando um aumento de até 120% nos preços – uma decisão que tinha o apoio do FMI (Fundo Monetário Internacional). A medida veio após uma rodada de negociações com a Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), que liderou manifestações massivas por todo o país contra o decreto. As conversas foram mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e a Conferência Episcopal do Equador.Governo e indígenas negociam, agora, um novo texto sobre os subsídios. “Se procederá de maneira imediata a trabalhar na elaboração de um novo decreto que permita uma política de subsídios, com enfoque integral, que precautele que eles não se destinem ao benefício de pessoas alto poder aquisitivo e aos contrabandistas, com critérios de racionalização, focalização e setorialização”, diz o texto assinado pelas partes.“Tivemos um acordo […] que significou sacrifícios de cada uma das partes”, disse Moreno.Com o acordo, a Conaie suspendeu os protestos pelo país. No entanto, os indígenas ainda pedem a demissão dos ministros da Defesa, Oswaldo Jarrín, e de Governo, María Paula Romo, por conta da repressão às manifestações. Moreno, até o momento, não atendeu à exigência.

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