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O líder opositor Luis Fernando Camacho, que, no sábado (02/11) havia dado um “prazo” de 48 horas para que o presidente Evo Morales renunciasse, chegou ao aeroporto de El Alto, próximo a La Paz, na madrugada desta terça (05/11). Ele decidiu ir à capital boliviana para “entregar pessoalmente” uma “carta de renúncia” ao mandatário, mas foi impedido por manifestantes de deixar o aeroporto e lá permanece desde então.Camacho, presidente do Comitê Cívico de Santa Cruz de La Sierra, havia dito (e divulgado imagens) de que teria saído do aeroporto, dizendo que “já estava chegando em casa em La Paz”. Duas horas depois, no entanto, voltou atrás, e disse que “efetivamente” seguia no local e acusou o diretor do aeroporto, Ibert Aguilar, de convocar uma “horda masista” (em referência aos apoiadores do MAS, partido de Morales).Entre os manifestantes que estão fora do aeroporto El Alto, estão mineiros bolivianos e outros setores da sociedade civil. O Ministério de Governo anunciou, em comunicado divulgado nesta manhã, que deslocou forças policiais para “garantir e resguardar a vida e a integridade física” de Camacho e que o líder opositor está “em uma área segura do Aeroporto Internacional de El Alto”.A movimentação de Camacho se iniciou no final de semana, quando deu um “ultimato” a Morales e pediu intervenção militar para removê-lo do cargo. No mesmo discurso, no entanto, afirmou que o presidente “não renunciaria” e que, por isso, iria a La Paz na quarta. O “prazo” dado pelo opositor “venceu” na segunda à noite. Além da saída de Morales, ele defende que uma nova eleição seja realizada sem a presença até de Carlos Mesa, segundo colocado no último pleito.Nesta segunda, as Forças Armadas da Bolívia pediram o fim da violência” e disse que “velarão pela manutenção da democracia”. “Exortamos nossos compatriotas para que se cesse a violência e que se prime a racionalidade e o diálogo acima de qualquer diferença, preservando sobretudo a paz e a convivência entre irmãos”, afirmaram, em comunicado.No domingo (03/11), Morales denunciou uma tentativa de golpe de Estado por parte de Camacho. “O povo estava confundido. [Diziam] Tinha fraude. Agora, o que dizem? Fora, Evo. Já não é um tema de fraude, é um tema de golpe. O povo também dará sua palavra. Os grandes patriotas, repito novamente, o verdadeiro patriota, o que faz a pátria, são os que fazem respeitar seus recursos naturais e não os que privatizaram antes”, disse.Camacho, de boné, discute com diretor do aeroporto El Alto (Reprodução)

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