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São Paulo – O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, comemorou ontem (1) reportagem sobre a redução no número de queimadas na Amazônia, que teve em outubro o menor número desde o início do monitoramento. Os incêndios que criaram uma crise internacional envolvendo o governo de Jair Bolsonaro e da França, inclusive com ataques pessoais ao presidente Emmanuel Macron e à primeira-dama francesa, podem ter dado uma trégua na região Amazônica. Mas estão fazendo história  no Pantanal, assim como o óleo que avança sobre o litoral nordestino.

Em meados de setembro, quando o governo foi forçado a tomar providências para literalmente apagar incêndio no bioma amazônico, o fogo passou a consumir também as áreas florestais no Centro Oeste. Mais de 1,3 milhão de hectares foram queimados, sendo 50 mil apenas nos últimos seis dias segundo a Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso do Sul. A área corresponde a mais de um milhão de campos de futebol.

Em entrevista ao Globo Rural, o secretário Jaime Verruck  disse que 70% da área atingida no estado está inserida no bioma pantaneiro. “O bioma está em estado de emergência desde setembro, em decorrência de um outro grande incêndio que acometeu a região no mesmo mês. Mas todo o estado do MS vem sendo atingido por queimadas”, disse à publicação.

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A maioria dos focos de incêndio está nos municípios de Corumbá, Miranda e Aquidauana. Segundo o Ibama, a maior parte foi provocada pela ação humana, facilitada pela seca e ventos que fazem as chamas se alastrarem – como aconteceu na Amazônia, onde o discurso de Bolsonaro incentivou o “dia do fogo“. Tanto é verdade que neste dia 30, em reunião com investidores árabes, o presidente admitiu “ter potencializado” as queimadas por discordar das políticas ambientais para a região praticadas em governos passados.

Entre as ações de combate às queimadas estão a prorrogação, por mais 30 dias, da proibição da queima controlada no estado. E as brigadas do PrevFogo de Corumbá e Miranda, com apoio do Ibama, fazem ainda um trabalho de fiscalização nas propriedades.

Greenpeace dos EUA questiona Salles sobre queimadas ‘potencializadas’

O diretor de campanhas para florestas do Greenpeace dos Estados Unidos, Daniel Brindis, cobrou explicações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, sobre a confissão de Jair Bolsonaro. A investidores árabes, Bolsonaro admitiu ontem (30) ter “potencializado” queimadas na Amazônia por discordar de políticas anteriores.

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