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São Paulo – A Câmara dos Estados Unidos aprovou hoje (31) resolução que define as regras para tramitação do processo de impeachment contra o presidente Donald Trump. Com isso, está formalizado o inquérito que pode retirar o republicano da Casa Branca antes do final de seu mandato, em 20 de janeiro de 2021.

Aprovada por 232 votos a 196, a proposta apresentada pelo Partido Democrata determina normas e procedimentos que passarão a ser adotados, como apresentação de provas e a realização de audiências públicas com testemunhas. Além disso, estabelece as ações que poderão ser adotadas pelos advogados do presidente.

O depoimento do tenente-coronel Alexander Vindman ao Congresso, confirmando as conversas de Trump com o presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, foi determinante para a aprovação da resolução.

Pesa contra Donald Trump a acusação de oferecer ajuda militar ao presidente ucraniano no valor de US$ 391 milhões, em troca de informações sobre um dos filhos do democrata Joe Biden, um dos principais candidatos as prévias dos democrata. Especialista em Ucrânia no Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Vindman disse ter ouvido conversa telefônica entre os dois, o que o deixou preocupado.

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Trump já havia se manifestado mesmo antes de a resolução ser aprovada. “A farsa do impeachment está afetando nosso marcado de ações”, disse por meio de sua conta no Twitter. E após a aprovação, que a medida é a “maior caça às bruxas da história americana”.

O presidente dos Estados Unidos é considerado por Jair Bolsonaro um grande parceiro. Em menos de um ano de governo, o mandatário brasileiro já esteve nos Estados Unidos três vezes. Em março, quando assinaram diversos acordos na Casa Branca, inclusive para o uso da base de Alcântara, no Maranhão. Dois meses depois, se reuniu com o ex-presidente George W. Bush durante a polêmica solenidade de entrega de um prêmio pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Prevista para Nova York, a festa foi transferida para Dallas, no Texas, depois de manifestações contrárias do prefeito nova-iorquino, Bill de Blasio.

Em setembro, Bolsonaro fez o desastroso discurso de abertura da assembleia geral das Nações Unidas. Na ocasião, voltou a se encontrar com Trump que, ao contrário do prometido, indicou a Argentina – e não o Brasil – para a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

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