Revista Fórum

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O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ), também conhecido pelo episódio em que quebrou uma placa em homenagem à vereadora assassinada pela milícia, Marielle Franco, emprega em seu gabinete um funcionário condenado por receptação de carro roubado. Apesar de ter utilizado diversas vezes o argumento de que “bandido bom é bandido morto”, Silveira nomeou James Filgueiras Branco como secretário parlamentar em 16 de julho, cargo que faz jus ao salário de R$ 2.282 líquidos e auxílio de R$ 982.

O caso de Filgueiras foi registrado em fevereiro de 2014 na delegacia de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Um homem procurou a polícia dizendo que suspeitava que um veículo que havia comprado meses antes de James poderia ser clonado. Uma perícia confirmou que se tratava de um Ford Fiesta que havia sido roubado por um bandido armado, em 2012, no bairro de Jardim América, na capital fluminense, e que teve a placa adulterada.

No fim do ano passado, desembargadores da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio confirmaram a condenação de Filgueiras a um ano de prestação de serviços à comunidade, além de multa. O assessor de Silveira também já detido em 2014 por receptação, direção perigosa e desobediência, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

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Pelos registros nas redes sociais, o deputado e seu funcionário são amigos há pelo menos três anos. Os dois participaram de um projeto chamado “Mãos Dadas”, de palestras sobre prevenção e repressão ao uso de drogas. Ainda, frequentam a academia juntos e ambos cursaram Direito em Petrópolis.

Questionado pelo Blog de Ruben Berta, o deputado disse que criminosos têm direito à ressocialização via emprego. No entanto, só neste ano, Silveira usou a expressão “bandido bom é bandido morto” pelo menos nove vezes em suas redes sociais.

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