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Dilma sobre pedido de prisão negado: ‘Esforço inconsequente do ministro Moro’

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Ex-presidenta Dilma em imagem de arquivo | Foto: Guilherme Santos/Sul21

Da Redação 

A assessoria de imprensa da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT) emitiu nota no início da noite desta terça-feira (5) em que considera como “absurdo” o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Federal, e negado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A nota classifica  o pedido como uma “oportuna cortina de fumaça” e diz que revela o “esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sergio Moro, no afã de perseguir adversários políticos”.

O pedido da PF foi feito no âmbito de uma operação que investiga supostos repasses que somam R$ 40 milhões da JBS para políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. Fachin negou o pedido, seguindo posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR), por considerar que não havia evidências de que Dilma e os demais investigados — o ex-presidente do Senado, Eunício Oliveira, o ex-senador Valdir Raupp e o ministro Vital do Rêgo, do Tribunal de Contas da União (TCU) — poderiam atrapalhar os trabalhos.

A nota frisa que Dilma não é investigada e nunca foi chamada para prestar qualquer esclarecimento sobre o processo, além de destacar que a ex-presidenta sempre colaborou com a Justiça.

Confira a íntegra do comunicado: 

[...]

NOTA À IMPRENSA

É estarrecedora a notícia de que a Polícia Federal pediu a prisão da ex-presidenta Dilma Rousseff num processo no qual ela não é investigada e nunca foi chamada a prestar qualquer esclarecimento.

A ex-presidenta sempre colaborou com investigações e jamais se negou a prestar testemunho perante a Justiça Federal, nos casos em que foi instada a se manifestar.

Hoje, 5 de novembro, ela foi convidada a prestar esclarecimentos à Justiça, recebendo a notificação das mãos civilizadas e educadas de um delegado federal. No final da tarde, soube pela imprensa do pedido de prisão.

O pedido de prisão é um absurdo diante do fato de não ser ela mesma investigada no inquérito em questão. E autoriza suposições várias, entre elas que se trata de uma oportuna cortina de fumaça. E também revela o esforço inconsequente do ministro da Justiça, Sérgio Moro no afã de perseguir adversários políticos. Sobretudo, torna visível e palpável o abuso de autoridade.

Ainda bem que prevaleceu o bom senso e a responsabilidade do ministro responsável pelo caso no STF, assim como do próprio Ministério Público Federal.

Assessoria de Imprensa
Dilma Rousseff

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