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Militares mandam Evo Morales renunciar à presidência e Bolívia caminha para ditadura

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Da Revista Fórum 

As Forças Armadas pediram que o presidente da Bolívia, Evo Morales, renuncie ao cargo na tarde deste domingo (10). Morales foi reeleito ao posto no pleito de 20 de novembro e, desde então, tem visto a oposição mobilizar um golpe contra seu governo. O golpismo tem incendiado casas e sequestrado pessoas ligadas ao MAS, partido de Evo.

“Ante a escalada de conflito que afeta o país, visando a vida e a segurança da população, a garantia da Constituição, […] sugerimos ao presidente de Estado que renuncie seu mandato presidencial permitindo a pacificação e a manutenção da estabilidade pelo bem da nossa Bolívia”, declarou Williams Kaliman, chefe das Forças Armadas.

Com o objetivo de tentar pacificar o país, em conflito desde que a oposição pregou o não-reconhecimento do resultado das urnas que garantiu vitória em primeiro turno para o ex-dirigente sindical cocaleiro, Morales propôs neste domingo a realização de novas eleições gerais. A Organização dos Estados Americanos fez uma auditoria nas urnas e não declarou se houve fraude, mas também recomentou um novo pleito devido ao caos instalado pelos opositores.

A violência promovida pelos golpistas, que incendiaram casas e sequestraram parentes de governadores, deputados e lideranças do MAS, gerou uma onda de renúncias. Cinco ministros, o vice-chanceler, o presidente da Câmara dos Deputados estão entre os que deixaram seus cargos. A irmã de Evo também foi uma das vítimas, tendo sua residência incendiada.

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Bolsonaro e o golpe

Áudios revelados neste domingo mostram que há um envolvimento do governo de Jair Bolsonaro na tentativa de golpe de Estado no país vizinho. Em uma das gravações publicadas pelo El Periódico, um interlocutor revela o apoio “das igrejas evangélicas e do governo brasileiro”, e fala de um suposto “homem de confiança de Jair Bolsonaro, que assessora um candidato presidencial”.

O áudio não especifica qual, mas bate com as informações de que o Itamaraty está desde maio em conversas frequentes com o líder opositor Luis Fernando Camacho, do Comitê Cívico, o mesmo partido do candidato Carlos Mesa, segundo colocado nas eleições de outubro.

 

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