Tijolaço

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Depois do “chilique” de sexta-feira, na porta do Alvorada, ficou nítido que Jair Bolsonaro foi convencido a mudar sua linguagem e o fez, tanto na entrevista de sábado aos jornalistas quanto ontem, na entrevista ao SBT.

Não se sabe se isso foi resultado de pesquisas instantâneas – sim, eles as têm – ou se derivou de um aconselhamento jurídico, quem sabe na esperança de facilitar uma segunda – e improvável – paralisação do processo das “rachadinhas” no Supremo, de novo pelas mãos de Dias Toffoli, plantonista do tribunal nos primeiros dias de 2020.

Só do que se pode ter certeza é que não vai durar, porque é o contrário da natureza de um personagem que chegou aonde está, justo o contrário.

[...]

É uma questão de dias, e não de muitos, que o vasto material apreendido na operação da semana passada comece a revelar diálogos que, mesmo com todas as precauções tomadas ao longo de um ano que Fabrício Queiroz e seus cúmplices tenham tomado para esfumaçarem-se, desvelem situações inexplicáveis.

E a temporada de revides cavalares recomece.

Até porque Jair Bolsonaro não mentiu quando disse que “alopraria” se não tivesse a cabeça no lugar. E no lugar, definitivamente, não é onde costuma estar a cabeça do ex-capitão.

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