Tijolaço

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Ele não consegue se conter. Seu elitismo, seu desprezo às pessoas humildes e trabalhadoras não aceita ficar preso dentro do peito, precisa escapar, em jorros, pela boca.

Falando em Brasília, no Seminário de Abertura do Ano Legislativo da Revista Voto, Paulo Guedes defendeu assim a alta do dólar, que hoje bateu seu recorde histórico:

“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos importar menos, fazer substituição de importações, turismo. [Era] todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para a Disneylândia, uma festa danada!”

Pobre empregada doméstica, ganhando um salário mínimo, se não gastasse um centavo durante dois anos ainda não teria o suficiente para a excursão mais modesta ao parque norte-americano!

Este verme moral devia ser posto a viver um Mês com o salário mínimo para ter ideia da monstruosidade do que pensa. Aliás, tem, disse porque é essa a maldade que nele habita e tentou consertar:

“Vão dizer ‘ministro diz que empregada doméstica estava indo para Disneylândia’. Não, o ministro está dizendo que o câmbio estava tão barato que todo mundo mundo estava indo para a Disneylândia”.

Foi isso mesmo o que o senhor disse, ou será que as quase oito milhões de empregadas domésticas brasileira não são parte do “todo mundo”?

[...]

O senhor, sr, Guedes, não é apenas um homem sem coração, é também um burro, que consegue escoicear a própria testa e carregar nela, gravada, a marca da estupidez.

Há dias chamou de parasitas os servidores públicos, entre eles a sua mãe, que era funcionária e o criou, pelo visto não tão bem a ponto de respeitar as pessoas.

Agora, faz uma versão daquela história do FHC, que ao menos dizia que as empregadas iam à Europa.

A estupidez de sua fala é tão grande que aposto que até um energúmeno como Jair Bolsonaro está tendo, a esta hora, ganas de demiti-lo e só não o faz porque a elite financeira deste país é bruta, burra e mesquinha como o senhor Guedes.

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