Tijolaço

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Flávio Bolsonaro e Marcelo Odebrecht ocuparam hoje as manchetes dos sites de notícias.

São dois “filhos” – nada demais, todos somos, apesar de, no discurso do presidente, só termos como comprovante que papai e mamãe transaram aquela amarelada certidão de nascimento.

Mas, apesar de não estar escrito nelas o sobrenome “filho”, ambos são o que são apenas por serem filhos.

No fundo, esta é a “profissão” de ambos.

Fizeram, de per si, quase nada ou rigorosamente nada.

Tornaram-se adultos no mando, administrando pedaços do que já estava pronto, brandindo o sobrenome que, nas suas atividades, abria portas e negócios.

Tudo podiam, porque o poder do dinheiro e da política herdado lhes permitia.

Agora, na desgraça, tomam atitudes opostas no sentido, mas semelhantes na natureza.

[...]

Um ergue-se contra o pai que lhe deu o comando de uma megaempresa.

Outro agarra-se no pai que lhe deus mandatos e, agora, uma senatória que é o céu na terra.

Num e noutro caso, porém, não consideram nada de mais os destruírem para safarem-se.

Um empurra o pai para a ruína política. Outro o confronta e sai demitido por chutar as ruínas da empresa que o enriqueceu.

Por mais diferentes que sejam os dois casos, há este traço comum: os herdeiros a destruírem os impérios herdados.

Meus pais não me deixaram votos ou fortunas, nem eu os deixarei para meus filhos.

Caráter é o único barco que não afunda.

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