Viomundo

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Da Redação

Era outra enganação: a de que a economia iria engatar com o golpe de 2016, que apeou a presidenta Dilma Rousseff do poder através de armação do corrupto Eduardo Cunha com apoio da mídia, da classe média, de banqueiros e industriais.

A “retomada” não veio com Michel Temer, muito menos com Jair Bolsonaro.

A “retomada” só existe no Jornal Nacional.

Houve um brutal aumento na precarização do trabalho, 1 milhão de pessoas foram expulsas do Bolsa Família, verbas para Saúde e Educação foram cortadas e o salário mínimo passou a subir abaixo da inflação — exatamente como acontecia durante a ditadura militar.

Arrocho nos pobres, que à época a igreja Católica denunciava como “carestia”.

Com Temer no poder, o mínimo perdeu 0,10% e 0,25%; com Bolsonaro, teve aumento real de 1,14% mas agora caiu 0,36%.

“Governo economiza R$ 1,9 bi”, anuncia um diário conservador paulistano alinhado com a política econômica de esfolar os mais pobres.

Para fechar com chave de ouro a decepção dos coxinhas, que desapareceram do mapa, a inflação de 2019 superou o centro da meta perseguida pelo Banco Central pelo primeira vez desde 2016 e fechou o ano em 4,31%.

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O crescimento em 2017 foi de 1,3% e o dólar, diferentemente do que balbuciava a classe média nas ruas, subiu, atingindo R$ 4,10. A recessão dos dois últimos anos do governo Dilma foi superada com crescimento pífio, bancado por arrocho no povão

O economista Marcio Pochmann tem usado as redes sociais para deixar registradas as falsas promessas de Jair Bolsonaro e Paulo Guedes — se você assistir ao Jornal Nacional e subsidiários, jamais vai saber disso:

No 1° ano de Bolsonaro, a inflação fugiu do centro da meta do Bacen, enquanto desde 2017 os recursos governamentais para saúde e educação pública estão congelados, os planos privados de saúde e mensalidades escolares subiram 3 x + e 2x + que a inflação, respectivamente.

Fúria arrecadadora do governo Bolsonaro revela incapacidade do receituário neoliberal solucionar as finanças públicas. Se fosse corrigida a tabela do I.R., o limite da isenção passaria de R$1,9 mil para R$3,9 mil, liberando parte da base da pirâmide social da injustiça tributária

Diante da ampliação da pobreza e ausência de melhora no horizonte da economia, salvo ação propagandista da torcida midiática neoliberal, o governo Bolsonaro inicia, pela 1° vez, o desembarque do orçamento daqueles a serem descartados do Bolsa Família. Nunca antes no Brasil.

O indicador da queda na produção industrial em novembro de 2019, conforme revelado pelo Ibge, o pior desde 2015, coloca água fria na fervura da torcida midiática e de porta vozes do dinheiro a respeito da “recuperação” da economia brasileira.

O 1° reajuste do governo Bolsonaro para o valor do salário mínimo foi de 4,1% em 2020, não repondo a inflação acumulada em 2019 de 4,6% para famílias pobres (rendimento mensal de até 2,5 salários mínimos), segundo a FGV, o que correspondeu a queda de 0,5% no seu poder aquisitivo.

Nos últimos 5 anos, os assinantes de TV paga decresceram 19,7%, passando de 19,8 milhões, em 2014, para 15,9 milhões, em 2019. Dos 3,9 milhões de assinantes perdidos, quase 40% ocorreu somente em 2019, o 1° ano do governo Bolsonaro. E era só tirar o PT prá tudo melhorar.

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