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O trecho da entrevista que mais repercutiu tem a ver com o hoje ministro da Justiça Sergio Moro

Da Redação

De primeira-ministro a torcedor do Flamengo, zombou o  ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, do ex juiz federal Sergio Moro, hoje ministro da Justiça.

Foi em entrevista ao programa de Pedro Bial, na TV Globo.

Mendes assumiu o papel de porta voz do STF às vésperas de importantes decisões que o tribunal vai tomar em relação à operação Lava Jato.

Por conta dos vazamentos de mensagens entre procuradores da Lava Jato e do ex-juiz Moro, o STF parece ter isolado o lavatista mor, ministro Luís Roberto Barroso, que num dos “episódios” divulgados através do Intercept aparece como mentor de Deltan Dallagnol, o chefe da Força Tarefa de Curitiba.

Além de conduzir politicamente e com uma estratégia de marketing a operação, poupando alguns e fustigando outros, Dallagnol e seus colegas tentaram intimidar e investigar ministros do próprio Supremo, tendo como alvo principais Dias Toffoli e Gilmar Mendes, mas atacando também Ricardo Lewandowski e chamando Carmen Lúcia de “frouxa”. 

Só mereceram elogios por escrito Luiz Fux (de Moro, In Fux We Trust), e o relator que substituiu Teori Zavascki, Edson Fachin (de Deltan, Aha, uhu, o Fachin é nosso).

Na quinta-feira, 17, o Supremo Tribunal Federal vai julgar a questão da prisão em segunda instância.

O artigo 283 do Código Penal diz que a pena só deve ser cumprida depois de esgotados todos os recursos, ou seja, do trânsito em julgado.

As ações em julgamento foram interpostas pela OAB e pelos partidos PCdoB e Patriota.

[...]

O Brasil tem 844 mil presos. De acordo com o G1, o Conselho Nacional de Justiça informou que 193 cumprem pena após condenação em segunda instância.

Em tese, poderiam ser beneficiados por decisão do STF.

O tribunal considera que a prisão antes da condenação em definitivo é “possível”, mas isso levou tribunais inferiores a considerar que é “obrigatória”.

Porém, o foco está no ex-presidente Lula, que será solto se a Corte considerar que vale o que está escrito no Código Penal.

Gilmar aparentemente se antecipou ao resultado do julgamento, aproveitando para fazer críticas ao comportamento da mídia, que acusou de insuflar a população contra aqueles que se opõem aos métodos da Lava Jato.

Gilmar contou a Bial que deu um livro de presente ao chefão do jornalismo da Globo, Ali Kamel:

“Se amanhã eu sofresse um atentado, eu cheguei a dizer isso ao Ali Kamel. Mandei para ele o livro do Pinheiro Machado. Aquele livro do Pinheiro Machado, o assassinato do Pinheiro Machado, senador na Velha República, é dito que aquele assassinato foi causado pela mídia, pelo incitamento que a mídia produzia”.

Ele também alfinetou a emissora, dizendo que o ex-procurador geral da República, Rodrigo Janot, que em livro confessou ter planejado o assassinato do ministro do STF, violava o sigilo de processos seletivamente usando a Globo:

“O que se sabe nos bastidores era que o então procurador Geral da República, Rodrigo Janot, dispunha de 11 pessoas no jornalismo para vazar seletivamente dados e processos para a mídia, especialmente vocês”.

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